O Melhor Lugar do Mundo é Agora
O MELHOR LUGAR DO MUNDO É AGORA é um filme que se utiliza da própria premissa da atuação, do jogo entre o real e a ficção, para imaginar um mundo em que o isolamento tornou a arte impossível e o artista, inútil. Como também se vale das próprias impossibilidades das premissas fundamentais na realização de toda e qualquer obra audiovisual, pelo isolamento imposto pela pandemia, para criar um retrato de uma época onde o próprio cinema é impossível e a arte em geral, extinta. O diretor conversa com atores isolados que improvisam uma vivência de desintoxicação dos longos anos de vida dedicados à farsa na qual foram levados a acreditar, de que o sonho e a fantasia seriam um caminho possível para a transformação do mundo. É claro que a insistência cínica na tese da inutilidade da arte, acaba por provar e provocar sua antítese, gerando uma costura narrativa recheada de humor, dor, poesia e, portanto, transformação.
